O Consórcio Operacional do Serviço de Transporte Suplementar de Passageiros de Belo Horizonte, conhecido como Transuple, emitiu um comunicado nesta terça-feira, alertando que a falta de repasses financeiros pode levar à suspensão da circulação dos ônibus suplementares a partir desta sexta-feira, dia 10 de julho.
Dificuldades financeiras
Os permissionários estão enfrentando enormes dificuldades para manter os veículos em operação, contratar motoristas auxiliares e até mesmo adquirir combustível, tudo isso devido a questões financeiras complicadas. O cenário atual já compromete a efetividade de 214 das 330 permissões emitidas para o transporte suplementar.
Origem da crise
A origem da crise remonta a uma operação de compra antecipada de vales-transporte realizada pela Prefeitura de Belo Horizonte em 2020, durante a pandemia da COVID-19. Na ocasião, um total de R$ 222,4 milhões foi destinado ao transporte público, mas apenas R$ 17 milhões desse valor chegaram ao transporte suplementar. O Transuple alega que, antes do repasse da última parcela, começou a devolver recursos à Transfácil, o consórcio responsável pela bilhetagem eletrônica.
Implicações financeiras
De acordo com o Transuple, a receita bruta dos permissionários foi retida para liquidar uma suposta dívida, que acumulou cerca de R$ 14 milhões. A presidente da entidade, Jaesilaine Medina, critica essa prática, afirmando que ela transfere a responsabilidade de uma dívida coletiva para indivíduos que não a contraíram.
Busca por soluções
Frente a esse impasse, o Transuple decidiu buscar uma solução judicial para garantir a continuidade do serviço e solicita uma intervenção da Prefeitura de Belo Horizonte até que uma decisão judicial seja alcançada. A situação atual já resulta em descumprimento de horários e extinção de linhas.
Posicionamento da Prefeitura
A Prefeitura de Belo Horizonte, por sua vez, confirmou o repasse de R$ 17 milhões ao transporte suplementar e ressaltou que mantém um diálogo constante com os permissionários e o Transuple para tratar das demandas do setor. A administração municipal está ciente das cobranças feitas pela Transfácil relacionadas à compra antecipada de vales-transportes.



