A Operação Cerco Fechado, considerada a maior ação contra facções criminosas em Minas Gerais, teve um impacto significativo ao realizar 1.085 prisões no período de um mês. O governador Mateus Simões anunciou os resultados em uma coletiva de imprensa no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte.

Detalhes da Operação

Iniciada no começo de junho, a operação abrangeu oito cidades, incluindo Belo Horizonte, Juiz de Fora, Manhuaçu, Araguari, Uberaba, Uberlândia, Teófilo Otoni e Montes Claros. O foco principal é desarticular lideranças criminosas e interromper atividades ligadas ao tráfico de drogas.

Agentes Envolvidos

A operação conta com a colaboração de diversas forças de segurança, incluindo a Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Corpo de Bombeiros e agências federais como a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal. Essa união de esforços tem como objetivo enfraquecer a atuação das organizações criminosas no estado.

Resultados Significativos

Entre as conquistas da operação, destacam-se as prisões de seis indivíduos procurados por crimes como homicídio e tráfico de drogas. Foram apreendidas 11,823 toneladas de substâncias ilícitas, além de 131 armas de fogo, 2.415 munições e 95 armas brancas e simulacros, além da detenção de 100 adolescentes.

Impacto nas Comunidades

A operação está concentrada em áreas estratégicas e já alcançou mais de 30 comunidades. O governador ressaltou que, até o momento, não houve feridos entre os policiais, o que é considerado um grande sucesso. Facções como o PCC e o Comando Vermelho foram afetadas por essas ações.

Ações na Capital

Em Belo Horizonte, a operação focou em comunidades como Cabana do Pai Tomás e Ventosa, onde foram cumpridos mandados de prisão e busca. A ação contou com a participação de 103 policiais militares e 190 civis, além de viaturas e apoio aéreo. Resultados incluem a prisão de duas pessoas e a apreensão de drogas.