O cineasta, jornalista e gestor cultural Orlando Senna faleceu na terça-feira, 9 de junho, aos 86 anos. A notícia foi divulgada por sua sobrinha, Indra Rocha, em suas redes sociais.

Contribuições ao Cinema Brasileiro

Orlando Senna é amplamente reconhecido como um dos grandes nomes do audiovisual no Brasil. Ao lado de Jorge Bodanzky, ele dirigiu o icônico filme "Iracema – Uma Transa Amazônica" em 1975, uma obra que se tornou referência no cinema nacional.

O longa-metragem traz a história de um caminhoneiro que, ao percorrer a rodovia Transamazônica, conhece uma jovem prostituta. Através de uma mistura de ficção e documentário, o filme faz uma crítica ao modelo de ocupação da Amazônia durante a ditadura militar, abordando questões como desmatamento e exploração sexual infantil.

Trajetória no Audiovisual

Nascido na Bahia, Senna começou sua carreira no audiovisual como assistente de direção de Roberto Pires em 1962, no filme "Tocaia no Asfalto". Em Salvador, ele também escreveu críticas de cinema, dirigiu peças e atuou na Escola de Teatro de Salvador e no Centro Popular de Cultura.

Em 1969, ele estreou como diretor de longas-metragens com "A Construção da Morte", marcando o início de uma carreira rica em produções artísticas.

Atuação na Gestão Cultural

Além de seu trabalho como cineasta, Orlando Senna teve uma atuação significativa na gestão cultural. Em 2002, ele foi subsecretário de Audiovisual na Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.

No ano seguinte, assumiu a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, na época liderada por Gilberto Gil. Entre 2007 e 2008, também foi diretor-geral da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), onde contribuiu para o desenvolvimento da TV Brasil.

Legado e Lembranças

Indra Rocha expressou sua tristeza pela perda do tio, destacando sua dedicação à arte e à cultura. Ela ressaltou que Orlando Senna foi um homem que sempre incentivou e acolheu aqueles ao seu redor, criando conexões significativas.

A morte de Orlando Senna representa uma grande perda para o cinema e a cultura brasileira, deixando um legado que continuará a inspirar novas gerações.