O aumento da ansiedade, do isolamento e da irritabilidade entre alunos tem se tornado uma preocupação crescente nas escolas. Especialistas alertam que sinais como dificuldade de concentração e mudanças bruscas no comportamento podem indicar sofrimento emocional que merece atenção.

A criação da Comissão Nacional de Saúde Mental nas Escolas

Buscando ampliar o debate sobre saúde mental estudantil, foi estabelecida em 2025 a Comissão Nacional de Saúde Mental nas Escolas. Esta iniciativa reúne educadores e representantes de instituições de ensino com o objetivo de desenvolver diretrizes e boas práticas para promover o bem-estar emocional de alunos, professores e suas famílias.

Importância do cuidado diário

A professora Dulcineia Marques, que preside a Comissão Centro-Oeste, enfatiza que a saúde mental não deve ser abordada apenas em situações de crise. Ela destaca que o cuidado emocional deve ser parte da rotina escolar, assim como o desenvolvimento de habilidades acadêmicas.

Como diferenciar estresse de problemas sérios

A psicóloga Kassiana Pozzatti explica que sentir cansaço ou ansiedade em períodos de provas é comum e não necessariamente indica um transtorno. O alerta é válido quando os sintomas se tornam persistentes e afetam a vida acadêmica e social do estudante.

Identificando mudanças de comportamento

Entre os sinais que podem indicar problemas de saúde mental estão o isolamento social, perda de interesse por atividades, alterações no sono e apetite, e dificuldade em realizar tarefas. A psicóloga alerta que o uso excessivo de telas também pode ser um fator de risco, pois pode substituir o convívio social.

A importância da colaboração entre escola e família

A escola é frequentemente o primeiro local a notar mudanças de comportamento, mas não deve fazer diagnósticos. O papel da instituição é acolher, comunicar a família e encaminhar para atendimento especializado, promovendo um trabalho conjunto para o bem-estar do aluno.

Educação e prevenção

Falar sobre saúde mental nas escolas não significa patologizar dificuldades, mas sim capacitar alunos a reconhecer emoções e desenvolver estratégias para enfrentar frustrações. Hábitos saudáveis, como dormir bem e praticar atividades físicas, são fundamentais para proteger a saúde mental durante o desenvolvimento dos jovens.