No último domingo, dia 7 de junho, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou o primeiro acionamento do plano de gestão de excedentes do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), uma medida considerada "pontual" e "assertiva". O plano foi implementado devido à significativa queda na carga de energia, causada por uma brusca redução na temperatura em várias regiões do Brasil.
Motivos para a Ação
De acordo com Silveira, a baixa demanda foi acentuada pelo feriado prolongado de Corpus Christi, quando muitos aparelhos de ar-condicionado não foram utilizados. O ONS decidiu gerenciar 1.000 megawatts (MW) entre as 10h e 14h, buscando equilibrar a elevada geração de micro e minigeração distribuída com a demanda reduzida.
Plano Emergencial
O Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no ano passado. O objetivo é evitar desequilíbrios no sistema elétrico, especialmente em momentos de excesso de oferta de energia, que podem levar a riscos de colapso, principalmente devido à alta produção de energias renováveis.
Acompanhamento de Silveira
O ministro Silveira relatou que esteve de plantão durante toda a operação do ONS no domingo, monitorando em tempo real as ações. Ele enfatizou a necessidade de agir rapidamente para garantir a estabilidade do sistema energético, evitando desequilíbrios entre as fontes de energia intermitentes e as firmes, como as térmicas e hidrelétricas.
Comunicação com Distribuidoras
O ONS comunicou as distribuidoras sobre a operação no dia anterior, permitindo que elas realizassem as manobras necessárias para manter o equilíbrio do Sistema Interligado Nacional (SIN). A entidade também tomou medidas operativas complementares para reduzir a geração de energia, garantindo a eficiência do sistema.
Preocupação com o Sistema Elétrico
Questionado sobre o risco de novas ocorrências no sistema elétrico, Silveira afirmou que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva continua atento e dedicado a evitar problemas. Ele destacou que, até o momento, houve apenas um incidente em seu governo, que durou menos de seis horas, e expressou confiança na capacidade do governo para manter a segurança energética do Brasil.
