Uma operação realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal, na manhã desta terça-feira (23), resultou na prisão de sete indivíduos acusados de realizar descontos irregulares em aproximadamente 3,5 mil contas de aposentados do Banco de Brasília (BRB). O valor total dos prejuízos é estimado em R$ 5 milhões.
Como funcionava o esquema
Segundo as investigações, os suspeitos utilizavam transcrições falsas de ligações telefônicas com os clientes para obter autorização para os descontos referentes a associações envolvidas no esquema criminoso. As entidades que estão sendo investigadas incluem:
- CASSISP;
- SBSP;
- ASPJUB;
- CASSISPUB;
- MÃO AMIGA;
- COBJUD.
A reportagem está buscando contato com a defesa das associações mencionadas.
Denúncias e ações judiciais
Entre as associações investigadas, destaca-se a CASSISP, que já havia sido alvo de uma ação da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon) em maio deste ano. De acordo com o Ministério Público do DF, foram encontrados indícios de captação irregular de associados e cobranças sem o devido consentimento.
Os promotores relataram que a associação utilizava autorizações obtidas de forma precária, sem comprovação de identidade, afetando principalmente idosos. Um caso específico foi registrado onde uma servidora pública aposentada reclamou de um desconto não autorizado, exigindo a devolução do valor e o cancelamento de futuros débitos automáticos.
Semelhanças com outros esquemas
O modus operandi dos suspeitos é comparado a outros crimes que afetaram aposentados e pensionistas do INSS entre 2019 e 2024, investigados na Operação Sem Desconto pela Polícia Federal. Os investigadores afirmam que os criminosos faziam chamadas telefônicas para os aposentados, apresentando transcrições forjadas para garantir que os descontos fossem aprovados.
Investigações em andamento
As fraudes são suspeitas de ter início em 2024, e a Polícia Civil aguarda uma resposta do BRB, que está cooperando com as investigações. Em Minas Gerais, as buscas foram realizadas em Belo Horizonte e Igaratinga, enquanto no DF as ações ocorreram em diversas localidades, incluindo o Plano Piloto e Jardim Botânico, com foco nas sedes das associações envolvidas.
Próximos passos
As autoridades seguem investigando as associações e buscando garantir a proteção dos aposentados afetados por essas práticas irregulares. A situação evidencia a importância de medidas de prevenção e fiscalização em relação a cobranças indevidas.
