A Orquestra Jovem das Gerais, um projeto social com sede em Contagem, inicia sua 19ª turnê internacional nesta segunda-feira, dia 6 de julho, e seguirá até o dia 26, com apresentações programadas na Inglaterra, Escócia e Irlanda. O grupo é formado por 30 jovens, com idades variando de 10 a 17 anos, acompanhados por cinco adultos durante a viagem, que envolve concertos, oficinas e visitas a locais históricos.

Uma trajetória de inclusão social

Com mais de 30 anos de atuação, a Orquestra já atendeu mais de 4 mil crianças e adolescentes da rede pública de ensino, proporcionando formação musical gratuita. Para o maestro e fundador Renato Almeida, essa turnê é um marco importante na trajetória da orquestra. Ele destaca que essa experiência representa uma oportunidade de aprendizado e troca cultural para os jovens participantes.

Agenda da turnê

A turnê começa na Inglaterra, com um concerto programado para o dia 9 de julho, em Londres, na Bishops Square. Depois, os jovens músicos participarão do WOWFest, um festival internacional de orquestras e corais. Em seguida, a orquestra seguirá para a Escócia, onde se apresentará em locais históricos e ao ar livre. A viagem termina na Irlanda, com concertos em Belfast, Dublin, Galway e Kilkenny.

Repertório diversificado

O repertório da orquestra é dedicado à música brasileira, incluindo obras de compositores renomados como Tom Jobim, Heitor Villa-Lobos e Luiz Gonzaga. Clássicos como “Garota de Ipanema”, “Feira de Mangaio” e “Foi um rio que passou em minha vida” estão entre as canções que serão apresentadas, além de solos do violinista Ilay Almeida Reis e da oboísta Ariane Rodrigues Pereira.

A origem do projeto

A Orquestra Jovem das Gerais teve seu início a partir de um trabalho voluntário em uma paróquia de Contagem, onde Renato e sua esposa começaram a dar aulas de música a crianças. Com o tempo, o projeto ganhou força e novos instrumentos foram adquiridos através de rifas e eventos. A sede atual, reformada recentemente, possui quatro andares e visa atender o maior número possível de jovens.

Impacto e reconhecimento

Renato Almeida ressalta que o projeto já gerou frutos, com ex-alunos atuando em orquestras e universidades no Brasil e no exterior. Ele acredita que a turnê internacional serve como uma vitrine para a diversidade da música brasileira, mostrando a riqueza cultural do país. O reconhecimento do grupo é evidente nas apresentações, onde os jovens demonstram talento e técnica comparáveis a músicos profissionais.