Em 2022, parte do bolsonarismo propôs uma visão catastrófica do futuro do Brasil, alertando que a volta de Lula ao poder resultaria em um cenário semelhante ao da Venezuela em questão de meses. Essa narrativa, alimentada por figuras da imprensa e propagada em redes sociais, não se concretizou.
Realidade econômica
Passados três anos desde a eleição, o Brasil ainda enfrenta desafios, mas a catástrofe prevista não se materializou. O PIB brasileiro cresceu 2,3% em 2025, alcançando R$ 12,7 trilhões, refutando a ideia de um colapso iminente. Embora a gestão atual do governo Lula tenha suas falhas, o alarde sobre a iminente ruína do país não se confirmou.
Setor agropecuário em alta
O setor agropecuário, um dos mais afetados segundo os alarmistas, teve um crescimento expressivo de mais de 11% em 2025. Apesar das previsões sombrias, a agropecuária brasileira continuou a prosperar, contribuindo significativamente para a economia nacional, mesmo diante de uma taxa de inadimplência elevada.
Desemprego e inflação
A taxa de desemprego também apresentou uma melhora, caindo para pouco mais de 5%, o que representa o menor nível desde 2012. Embora existam problemas como informalidade e baixos salários, o cenário não é tão desolador quanto previam os críticos. A inflação, embora preocupante, fechou 2025 em 4,26%, um patamar que, embora acima da meta, não se equipara às crises inflacionárias da Venezuela.
Mercado imobiliário e turismo
O mercado imobiliário mostrou sinais de vigor, com mais de 420 mil unidades lançadas em 2025, um recorde histórico. O programa Minha Casa Minha Vida também contribuiu para esse crescimento. No setor de turismo, o Brasil recebeu mais de 9 milhões de turistas estrangeiros, um aumento de 37,1% em relação ao ano anterior, demonstrando que o Brasil continua atraente para visitantes internacionais.
Crítica ao alarmismo
Embora a crítica ao governo Lula permaneça válida, é importante distinguir entre críticas construtivas e alarmismos infundados. O bolsonarismo, ao transformar a desconfiança em uma profecia catastrófica, deixou de lado a realidade. O Brasil não se tornou a Venezuela, mas continua a enfrentar seus próprios desafios, que exigem atenção e análise realista.
