O Brasil alcançou um novo recorde na educação profissional, com 15,5 milhões de trabalhadores conciliando emprego e estudo, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. Esse número representa um aumento de 27% em relação a 2019 e corresponde a 15,1% da força de trabalho do país.
A crescente importância da educação
A análise feita pela Unico Skill destaca que a relação dos brasileiros com a educação está mudando. Historicamente, a obtenção de um diploma e o ingresso no mercado de trabalho eram vistos como o fim dos estudos. Hoje, essa perspectiva já não se sustenta. O CEO da Unico Skill, Joca Oliveira, enfatiza que a educação é crucial para o crescimento profissional, dada a velocidade das mudanças nas competências exigidas pelo mercado.
Tipos de educação buscados
Entre os trabalhadores que estudam, a graduação continua sendo a opção mais popular, com 42,6% de adesão. Em segundo lugar, estão os cursos de qualificação profissional, que subiram para 18,8%, superando o Ensino Médio e a pós-graduação. Esse fenômeno reflete uma nova dinâmica do mercado, que valoriza o aprendizado contínuo, conhecido como lifelong learning.
Áreas de destaque na qualificação
De acordo com dados da Unico Skill, as áreas mais buscadas pelos trabalhadores incluem tecnologia, idiomas e soft skills, que juntas representam 57,8% dos cursos realizados. A demanda por educação em inteligência artificial, por sua vez, disparou, com 368 mil horas de estudo em um único mês, em maio.
Crescimento entre graduados
Outro dado relevante é que o número de profissionais com diploma universitário que continuam seus estudos cresceu 66% entre 2019 e 2025, passando de 2,5 milhões para 4,1 milhões. Esse grupo agora representa 16,3% da força de trabalho com ensino superior, um aumento significativo em comparação aos 13,3% registrados seis anos atrás.
Impacto na renda
A relação entre educação e renda é clara: trabalhadores que estudam possuem rendimentos superiores em todas as faixas etárias. A diferença é de 15% entre os de 25 a 29 anos e chega a 41% para aqueles acima de 50 anos. Profissionais mais velhos que continuam estudando têm uma renda média de R$ 5.193, enquanto aqueles que não estudam ganham R$ 3.692.




