A Polícia Civil de São Paulo efetuou, no último sábado, 20, a prisão de uma mulher e dois homens suspeitos de estarem envolvidos na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. A jovem faleceu após ser lançada de uma ponte durante uma atividade de rope jumping em Limeira, interior do estado, sem a devida segurança.

Detenção dos suspeitos

As identidades dos novos detidos não foram divulgadas. Com eles, já são seis pessoas presas no caso, incluindo três instrutores que estavam diretamente responsáveis pelo salto de Maria Eduarda. Os instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves já estão detidos e foram transferidos para o Centro de Detenção Provisória II (CDP) de Guarulhos.

Como ocorreu o acidente

A tragédia aconteceu no dia 13 de agosto, quando a jovem saltou da Ponte do Esqueleto. Segundo as investigações, Maria Eduarda deveria estar presa a duas cordas de segurança, mas no momento do salto, nenhuma delas estava instalada. A queda foi de uma altura de 40 metros e o momento foi registrado em vídeo, que rapidamente circulou nas redes sociais.

Inquérito e acusações

O caso está sendo tratado como homicídio com dolo eventual, caracterizado quando se assume o risco de causar a morte, mesmo sem intenção direta. Além da dinâmica do acidente, a polícia investiga o desaparecimento de uma câmera que estava com a jovem no momento da queda, o que pode fornecer mais informações sobre o ocorrido.

Ação da Prefeitura de Limeira

A prefeitura de Limeira anunciou que processará a União, alegando que a responsabilidade pela manutenção e fiscalização da ponte é exclusiva do governo federal. A administração municipal critica a omissão do governo em garantir a segurança na área.

Posicionamento da União

A Secretaria de Patrimônio da União lamentou a morte da jovem e informou que a ponte pertence a um trecho não implantado da RFFSA, situado em propriedades particulares. A transferência patrimonial para a superintendência da SPU de São Paulo deve ser finalizada em março de 2026.

Declarações dos instrutores

Os instrutores envolvidos na operação do salto expressaram confusão sobre as circunstâncias que levaram a jovem a saltar sem as cordas de segurança. Um deles afirmou que as inspeções estavam sendo realizadas corretamente antes das atividades. Eles manifestaram não compreender o que ocorreu naquele caso específico e relataram ter descido ao local para ajudar após a queda.