Um mutirão voltado para a população migrante ocorreu neste sábado (20/6) no Centro de Referência da Juventude (CRJ), localizado no coração de Belo Horizonte. O evento, que atraiu pessoas de várias partes do mundo, teve como objetivo promover a integração e oferecer serviços essenciais aos migrantes que escolheram a capital mineira como seu novo lar.

Serviços Disponíveis

Organizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, o mutirão disponibilizou diversas orientações sobre direitos da população migrante e refugiada, além de inclusão produtiva e formação profissional. Os participantes puderam usufruir de atendimentos jurídicos, regularização de documentos migratórios, e atualizações no Cadastro Único (CadÚnico). Também foram oferecidas oficinas de elaboração de currículos para o mercado de trabalho.

Feira de Empregabilidade

Além dos serviços de orientação, o evento contou com uma Feira de Empregabilidade e a presença do Sistema Nacional de Emprego (Sine), que disponibilizou informações sobre oportunidades de trabalho. Para completar, o programa BH de Mãos Dadas contra a Aids também esteve presente, oferecendo informações importantes para a saúde da população migrante.

Atividades Culturais

O evento foi ainda mais enriquecido com atividades culturais, incluindo oficinas de dança cúmbia, apresentações musicais e um espetáculo circense. Os participantes puderam se divertir e celebrar suas culturas, com uma feira de produtos artesanais feita por empreendedores migrantes e da periferia.

Depoimentos de Migrantes

A haitiana Angetona Dorgilus, que vive em Minas há 11 anos, expressou sua satisfação com o evento. Como co-fundadora do coletivo ‘Cio da Terra’, ela destacou a importância de construir políticas públicas que atendam às necessidades dos migrantes, enfatizando a necessidade de saúde, assistência e educação para essa população.

Experiências Compartilhadas

A colombiana Amerika Alzale, que participou da oficina de cúmbia, compartilhou sua alegria ao dançar e relembrou suas raízes. Ela se sente acolhida em Belo Horizonte, onde chegou há três meses para estudar circo. Por outro lado, o sírio-libanês Admon Ghattas, que vive no Brasil há seis anos, ajudou a traduzir para o marroquino Hamza Guerch, que busca uma vida melhor no Brasil. Os relatos evidenciam a diversidade e as esperanças da comunidade migrante na capital mineira.