O governo federal decidiu suspender a aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A medida foi anunciada pelo Ministério da Saúde e é considerada temporária, com o objetivo de garantir a segurança dos vacinados.

Contexto da Vacinação

A vacina é o primeiro imunizante contra a dengue em dose única e foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro de 2026. Desde então, cerca de 500 mil doses foram aplicadas, principalmente em profissionais de saúde. Um projeto piloto foi realizado em três cidades: Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), abrangendo também Araguaína (TO) desde março.

Motivos da Suspensão

A decisão de suspender a vacina foi tomada após 42 pessoas apresentarem reações adversas graves, o que representa 0,008% do total de imunizados. Entre os casos, duas pessoas faleceram, um homem de 58 anos e uma mulher de 48 anos, ambos de São Paulo. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, enfatizou que ainda não é possível estabelecer uma ligação direta entre a vacina e os casos graves.

Ações do Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde anunciou que as secretarias de saúde farão o monitoramento das pessoas que receberam a vacina nos últimos 21 dias. Os vacinados devem ficar atentos a sintomas como febre, dor abdominal, vômitos e sangramentos.

Segurança do Imunizante

Apesar da suspensão, o governo afirma que a eficácia da vacina continua garantida e que ela foi aprovada pela Anvisa. Aqueles que já foram vacinados permanecem protegidos contra a dengue. O prazo da suspensão não foi definido, enquanto novas investigações e estudos são realizados.

Posicionamento do Instituto Butantan

Em nota, o Instituto Butantan reafirmou seu compromisso com a segurança da população e a continuidade da colaboração com o Ministério da Saúde e a Anvisa. O instituto garantiu que a farmacovigilância nos municípios onde a vacina foi aplicada se mostrou positiva, sem reações adversas significativas.

Outras Vacinas

A suspensão não afeta a vacina Qdenga, que continua disponível no SUS para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, além de ser comercializada na rede particular. O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações destacou a importância da transparência e segurança no sistema de vacinação brasileiro.