No dia 22 de junho, Minas Gerais iniciou sua participação na London Climate Action Week 2026, evento que se destaca como uma plataforma global para implementar a agenda climática entre as conferências da ONU. A missão, liderada pelo governador Mateus Simões, se estenderá até o dia 24 de junho e inclui uma série de encontros sobre transição energética e financiamento climático.

Minas Gerais como líder em sustentabilidade

A comitiva de Minas chega a Londres reforçando seu papel como uma das principais vozes subnacionais da América Latina em questões climáticas. O Estado possui programas como o Plano Estadual de Ação Climática (Plac-MG) e a plataforma MRV Climático, além de ações voltadas para a redução de emissões de metano e estratégias de adaptação às mudanças climáticas.

Agenda focada na redução de emissões

Durante o evento, o governador participou de uma mesa-redonda dedicada à redução de poluentes climáticos, com foco no metano. Este encontro, promovido pela Coalizão de Ação Subnacional contra o Metano, abordou a necessidade de ações específicas para os setores agropecuário e de resíduos, visando aumentar a produtividade e fortalecer práticas de agricultura sustentável.

Desafios e soluções para o metano

Simões destacou as particularidades enfrentadas em Minas Gerais, onde a produção de metano está ligada principalmente a pequenas propriedades rurais. O governador mencionou que, apesar das dificuldades, já há progresso na redução de metano em outras áreas, como na criação de suínos e aves, além do uso crescente de biogás.

Diálogo sobre financiamento climático

A delegação também participou de um diálogo sobre financiamento climático, onde foram discutidos mecanismos para facilitar o acesso a recursos financeiros para soluções regionais. Esse diálogo é crucial para garantir que Minas Gerais possa implementar suas ambições climáticas de forma eficaz.

Cooperação internacional com a França

Ao final do dia, o governador Simões se reuniu com Valérie Pécresse, presidente da Região Île-de-France, para discutir possibilidades de cooperação em áreas como mobilidade sustentável e inovação. Essa aproximação vem em um momento em que as regiões assumem um papel fundamental na implementação de políticas climáticas globais.