O deputado federal Kim Kataguiri anunciou sua desistência em concorrer ao governo de São Paulo, cargo que pretendia ocupar pelo partido recém-criado Missão, formado por integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL). A decisão foi divulgada em um evento do partido no último sábado, dia 20.
Nova Estratégia Política
Após ser escolhido para liderar o que ele chama de 'ministério da reforma de estado' em uma possível gestão de Renan Santos, também do Missão e pré-candidato à Presidência, Kataguiri optou por buscar a reeleição na Câmara dos Deputados.
A proposta do superministério é coordenar várias áreas do governo, incluindo Fazenda, Planejamento e Trabalho, buscando implementar reformas estruturais que visem a redução da máquina pública. Kataguiri destacou a importância de ter alguém com experiência no Congresso na esplanada dos Ministérios.
Críticas ao Governo Anterior
Em sua fala, o deputado criticou experiências de governos passados, apontando a necessidade de unir credibilidade técnica à habilidade de negociação política. Ele citou o governo de Jair Bolsonaro, onde a falta de habilidade política na condução de reformas foi considerada um erro. "Havia técnicos de credibilidade, mas a condução política foi um desastre", afirmou.
Visão do Pré-Candidato à Presidência
Renan Santos, por sua vez, descreveu o superministério como uma forma de transformar o Palácio do Planalto em uma 'startup', enfatizando a inovação na gestão pública. Entre as metas a serem perseguidas, Kataguiri mencionou a aprovação de uma nova reforma previdenciária e o combate aos 'supersalários' no serviço público.
Convite a Economistas
Kimg também expressou o desejo de contar com renomados economistas, como Marcos Lisboa e Zeina Latif, em sua equipe econômica. Ele anunciou que nos próximos dois meses deverá revelar os primeiros nomes que farão parte desse núcleo, buscando inspiração nas mentes brilhantes do Brasil.
Futuro do Partido Missão
Com a desistência de Kataguiri, ainda não há definição se o partido Missão terá um candidato próprio ao governo paulista. Contudo, dirigentes já indicaram que não devem apoiar outros partidos na disputa, mantendo uma posição independente em relação ao pleito.
