No Brasil, 66 crianças desaparecem diariamente, segundo dados do Ministério da Justiça. Para combater esse problema, uma tecnologia inovadora busca implementar a identificação biométrica de bebês e crianças até sete anos, integrando dados a registros hospitalares e órgãos públicos.
Identificação Biométrica e o ECA
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) exige que o Estado realize uma identificação precisa de todas as crianças, além de garantir a identificação de vínculo entre bebês e suas mães. A coleta biométrica já está em funcionamento em nove estados brasileiros, contribuindo não apenas para a prevenção de sequestros, mas também para processos de adoção e coleta de testes.
Implementação em Larga Escala
No Mato Grosso e no Piauí, os sistemas biométricos já operam em larga escala em cartórios, prefeituras e hospitais. A empresa responsável pela tecnologia, a Infant.ID, tem parceria com mais de 30 pesquisadores da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e foca no desenvolvimento de soluções avançadas em biometria.
Desafios na Leitura Biométrica
Entretanto, a identificação biométrica ainda enfrenta desafios, principalmente em relação à sensibilidade dos leitores. Os equipamentos comuns não são adequados para captar as digitais de crianças, o que limita a eficácia do sistema. Desde 2012, a Infant.ID realiza pesquisas para contornar esse problema, desenvolvendo uma tecnologia com ultra resolução que permite a coleta de biometria nas primeiras horas de vida.
Homologação e Responsabilidade
José Ricardo Tobias, diretor executivo da Infant.ID, destaca que a demanda é nacional, mas a falta de uma normativa federal consolidada exige que a tecnologia seja homologada em cada estado. A expectativa é que até 2026, a empresa implemente seus equipamentos em outros países que já tenham avançado na homologação.
Segurança dos Dados
A tecnologia da Infant.ID é a única no mundo que possui patente e certificação reconhecida pelo FBI e pelo NIST. Isso garante que os sistemas governamentais possam utilizar os dados de forma segura, assegurando os direitos das crianças. A custódia das informações ficará a cargo dos estados, que integrarão as biometrias aos sistemas hospitalares e institutos de identificação, promovendo um compartilhamento eficiente e seguro dos dados.




