Recentemente, dados do IBGE revelaram que o número de brasileiros que vivem sozinhos está em ascensão. Atualmente, 20% dos lares no Brasil são unipessoais, com uma concentração significativa entre homens de 30 a 59 anos.

Vulnerabilidades financeiras

Com a crescente quantidade de domicílios unipessoais, especialistas em seguros alertam para a falta de suporte financeiro imediato em situações de emergência. Segundo Dayana Gonçalves, da MAG Seguros, quem mora sozinho acumula todas as responsabilidades financeiras, o que aumenta a vulnerabilidade a imprevistos.

Eventos inesperados, como doenças ou acidentes, podem afetar rapidamente a capacidade de gerar renda, impactando diretamente a estabilidade financeira e a qualidade de vida. As despesas fixas, como aluguel e contas, continuam mesmo em períodos de afastamento do trabalho.

Custos e coberturas adequadas

Não há um valor padrão de cobertura que sirva para todos, pois isso varia conforme a renda, despesas mensais e objetivos financeiros. Geralmente, recomenda-se que o capital segurado fique entre 24 e 60 vezes a renda mensal. Por exemplo, para quem ganha R$ 10 mil, a cobertura ideal pode variar de R$ 240 mil a R$ 600 mil.

É comum que entre 5% e 15% da renda mensal seja destinado a estratégias de proteção financeira, incluindo seguros e previdência privada.

Seguros essenciais para quem mora sozinho

Na avaliação de Gonçalves, a principal prioridade deve ser a proteção da renda em caso de imprevistos. Os seguros recomendados incluem:

  • Seguro de vida com coberturas em vida
  • Seguro para invalidez
  • Cobertura para doenças graves
  • Seguros de acidentes pessoais
  • Diária por incapacidade temporária (DIT)

A DIT é especialmente relevante para profissionais autônomos, pois garante suporte financeiro durante períodos de afastamento médico, essencial para manter as contas em dia.

Importância do seguro residencial

Além de proteger a renda, o seguro residencial se torna uma ferramenta importante para evitar gastos imprevistos com o imóvel e seus bens. Coberturas para incêndio, roubo e danos elétricos ajudam a mitigar o impacto financeiro de eventos adversos.

Serviços de assistência emergencial e suporte residencial também são considerados vantagens significativas, oferecendo tranquilidade em momentos críticos.

Erros comuns na contratação de seguros

Um engano frequente é pensar que o seguro de vida é apenas para proteger dependentes financeiros. Muitas vezes, as pessoas não consideram coberturas que podem ser mais relevantes no curto prazo, como invalidez ou doenças graves.

É crucial atentar-se às cláusulas de exclusão e revisar periodicamente a apólice para adaptá-la a mudanças na renda ou patrimônio. Para mais informações, os interessados podem enviar perguntas para especialistas por meio do e-mail indicado na matéria.