O governo federal decidiu adiar mais uma vez a reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que tinha como objetivo discutir o aumento do percentual de etanol anidro na gasolina, passando de 30% para 32%. Este é o terceiro adiamento da pauta, que estava programada para ocorrer no Ministério de Minas e Energia (MME) em Brasília.
Motivos para o adiamento
Até o momento, o MME não divulgou os motivos oficiais para o cancelamento da reunião, nem uma nova data para sua realização. Fontes informam que outros assuntos importantes, como a política de comercialização do gás natural e a repactuação de dívidas relacionadas à usina Angra 3, estão entre os fatores que contribuíram para o adiamento.
Expectativas em torno da medida
A proposta de aumento da mistura de etanol vem sendo discutida desde maio, mas três reuniões que abordariam o tema já foram canceladas ou adiadas. Em abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia afirmado a intenção do governo de elevar essa mistura, gerando expectativa no setor sucroenergético.
Avaliações técnicas e preocupações
Embora haja apoio a essa medida dentro do governo, a discussão sobre a mudança também envolve avaliações técnicas. Em 2025, quando a mistura foi elevada para 30%, foram realizados testes para garantir a compatibilidade nos veículos. Para a mudança para 32%, o MME argumenta que não será necessário repetir esses testes, o que gerou controvérsias no setor de combustíveis.
Contexto econômico e político
A defesa pelo aumento da mistura de etanol ganhou força após a alta nos preços do petróleo, em razão das tensões no Oriente Médio, e destaca a dependência do Brasil em relação à gasolina importada. O governo vê essa mudança como uma estratégia para aprimorar a segurança energética e incentivar a produção de biocombustíveis.
Impactos da medida
Com a possível adoção do E32, o MME estima que a necessidade de importação de gasolina pode ser reduzida em cerca de 450 milhões de litros anualmente. Além disso, a medida pode evitar a emissão de aproximadamente 552 mil toneladas de CO₂e. Contudo, as iniciativas para reduzir os preços da gasolina também são vistas como uma forma de sustentar a popularidade do presidente Lula com as eleições se aproximando.




