O governo federal lançou, nesta terça-feira (23), em Brasília, as ações preparatórias para o primeiro Censo Nacional da População em Situação de Rua, que será realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O evento ocorreu no Palácio da Justiça, sede do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e visa garantir direitos e ampliar o acesso da população em situação de rua a serviços públicos.
Objetivos do Censo
Este censo inédito, que já foi anunciado em abril, tem como principal meta mapear de forma padronizada o perfil demográfico e socioeconômico dessa população. Com isso, o governo espera obter dados que subsidiem políticas públicas mais eficazes e direcionadas para atender essa parcela da sociedade.
Capitais Participantes
A fase inicial do censo será realizada em cinco capitais, escolhidas para representar as diferentes regiões do Brasil: Belo Horizonte, Goiânia, Florianópolis, Manaus e Salvador. Essa abordagem permitirá uma análise abrangente da situação da população em situação de rua em todo o país.
Importância da Inclusão
Durante a cerimônia, o presidente do IBGE, Márcio Pochmann, ressaltou a importância de incluir a população sem domicílio fixo nas estatísticas oficiais, algo que não havia sido feito desde o primeiro censo do Brasil, realizado em 1872. “Agora teremos informações que incluem os brasileiros que não têm um domicílio fixo”, afirmou Pochmann.
Expectativas Futuras
O Censo Nacional da População em Situação de Rua está previsto para ocorrer entre 3 e 7 de julho de 2028, e os primeiros resultados devem ser divulgados em dezembro do mesmo ano. O ministro da Secretária-geral da Presidência, Guilherme Boulos, destacou que os dados obtidos serão fundamentais para a formulação de políticas públicas eficazes.
Conquistas e Desafios
O anúncio do censo foi celebrado como uma vitória histórica por figuras como o Padre Júlio Lancellotti, que representa a Pastoral do Povo da Rua. Ele ressaltou que a contagem oficial ajudará a corrigir distorções nas estatísticas locais e a combater a invisibilidade dessa população. Anderson Miranda, do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política para Inclusão Social, também enfatizou a importância do censo para garantir que a população em situação de rua seja incluída nos dados censitários.
