Um novo estudo indica que existe um tempo ideal para o treinamento de força, essencial para quem busca envelhecer de forma saudável. Pesquisadores descobriram que realizar entre 90 e 119 minutos de musculação por semana pode diminuir significativamente o risco de morte.
Resultados da pesquisa
A análise levou em conta mais de 147 mil pessoas acompanhadas ao longo de décadas. Os dados mostram que a combinação de exercícios de musculação com atividades aeróbicas resulta em benefícios ainda mais expressivos para a saúde, conforme publicado pela ScienceAlert.
Os resultados, obtidos pela equipe da Escola de Saúde Pública Harvard T.H. Chan, indicam que aqueles que se dedicavam a treinos de força entre 90 e 119 minutos por semana apresentaram uma redução de 13% no risco de morte por diversas causas ao longo de até 30 anos. Surpreendentemente, aumentos além de 120 minutos não trouxeram ganhos adicionais significativos.
Benefícios para doenças específicas
O estudo também revelou benefícios específicos em relação a algumas condições de saúde. Os participantes que se exercitaram dentro do intervalo ideal apresentaram: uma redução de 19% no risco de morte por doenças cardiovasculares e 27% no risco de morte por doenças neurológicas. Além disso, o estudo destacou que a combinação de musculação e exercícios aeróbicos produziu os melhores resultados ao longo do tempo.
A importância do exercício aeróbico
Embora a musculação tenha mostrado resultados positivos, os exercícios aeróbicos continuam sendo fundamentais para a longevidade. Os autores do estudo afirmaram que os benefícios da atividade física aeróbica na redução da mortalidade são amplamente reconhecidos.
A pesquisa utilizou uma medida chamada MET hora, que avalia a energia gasta em atividades físicas. Os dados mostraram que indivíduos que alcançaram 45 MET horas semanais em atividades aeróbicas tiveram um risco de morte entre 42% e 47% menor, independentemente do tempo dedicado ao treino de força.
Limitações e considerações
É importante notar que, sendo uma pesquisa observacional, o estudo aponta associações em vez de relações de causa e efeito. Além disso, os hábitos de treino foram relatados pelos próprios participantes, o que pode introduzir algumas imprecisões. Contudo, o tamanho da amostra e o extenso acompanhamento fortalecem as conclusões.
Os pesquisadores enfatizaram que a combinação de atividades aeróbicas e de resistência apresentou o menor risco de mortalidade. Publicado no British Journal of Sports Medicine, o estudo reforça que mesmo pequenas rotinas de exercícios semanais podem ter um impacto significativo a longo prazo.
