A Brasilândia, localizada na Zona Norte de São Paulo, é novamente destacada como o distrito com a pior qualidade de vida na capital, conforme o Mapa da Desigualdade, elaborado pela Rede Nossa São Paulo. O estudo analisa mais de 50 indicadores que abrangem saúde, educação, moradia, mobilidade, segurança e meio ambiente em todos os 96 distritos da cidade.
Expectativa de Vida Contrastante
Os dados apontam uma discrepância significativa entre as regiões da capital. Enquanto a Consolação, que ocupa a primeira posição do ranking, apresenta uma expectativa de vida média de 80 anos, os moradores da Brasilândia vivem, em média, até os 64 anos, resultando em uma diferença de 16 anos.
Ranking dos Distritos
No topo do ranking estão os distritos de Consolação, Moema e Alto de Pinheiros, que apresentam os melhores indicadores de qualidade de vida. Em contrapartida, Cidade Ademar, Vila Medeiros e Brasilândia estão entre os que registraram os piores resultados.
Desafios na Brasilândia
Com uma população superior a 400 mil habitantes, a Brasilândia enfrenta problemas históricos em relação ao acesso a serviços públicos. Henrique Deloste, líder comunitário, destaca as dificuldades no setor de saúde, onde a população enfrenta obstáculos para conseguir consultas e exames.
Reivindicações e Mobilidade
Uma das principais demandas dos moradores é a ampliação da rede de transporte sobre trilhos, para melhorar a conexão da região com outras partes da cidade. Deloste menciona a necessidade de expandir o transporte até a Avenida Inajar de Souza, beneficiando os trabalhadores que dependem do transporte público.
Desigualdade de Mobilidade
O estudo também revela que a mobilidade é um fator que acentua as desigualdades. Em Marsilac, por exemplo, os moradores passam, em média, 71 minutos em deslocamentos de transporte público durante o horário de pico, enquanto em Pinheiros esse tempo é de apenas 25 minutos.
Resposta do Governo e Prefeitura
O Governo de São Paulo anunciou que a Linha 6-Laranja do Metrô vai atender a Brasilândia, com previsão de funcionamento da estação até o final do ano. A Prefeitura, por sua vez, destaca que está investindo em diversas áreas, incluindo saúde, cultura e mobilidade, com novas unidades de saúde e equipamentos culturais na região.
