A Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) lançou, nesta segunda-feira (22/6), a Escola de Masculinidades em Belo Horizonte, com o intuito de educar adolescentes e jovens entre 13 e 21 anos sobre uma masculinidade saudável e não violenta. O projeto visa prevenir comportamentos agressivos e reduzir a violência nas famílias.
Objetivos da Escola de Masculinidades
O programa, que já possui uma versão para adultos, agora busca incluir os jovens que enfrentam problemas familiares ou que apresentam comportamentos agressivos. A ideia é trabalhar a visão de mundo e os sentimentos dos participantes, para que a violência não seja perpetuada nas próximas gerações.
Como funciona o curso
Os adolescentes serão encaminhados para a Escola de Masculinidades por meio de programas como Fica Vivo, centros de mediação de conflitos e outras instituições. O curso consiste em 10 encontros semanais, onde os jovens participarão de rodas de conversa, compartilhando experiências e refletindo sobre temas como igualdade de gênero e resolução pacífica de conflitos.
Expectativa de participação
A primeira turma da Escola de Masculinidades ocorreu no auditório da DPMG, no Bairro Barro Preto, e contou com a presença de representantes da rede de proteção e jovens que participarão do projeto. A expectativa é que 20 adolescentes sejam atendidos, permitindo um foco maior nas interações e no acompanhamento individualizado.
Origem da iniciativa
A Escola de Masculinidades foi idealizada a partir de experiências da Escola de Convivência Familiar, criada em 2023. O projeto original, voltado para famílias em situação de vulnerabilidade, revelou a necessidade de abordar o tema da masculinidade de forma específica, dado seu impacto na violência doméstica e familiar.
Educação em vez de punição
A proposta não se limita a jovens que já cometeram infrações, mas também inclui aqueles em contextos de vulnerabilidade. O foco é na ressignificação das atitudes, promovendo uma abordagem educativa que busca prevenir a violência e não apenas punir comportamentos. A DPMG planeja expandir essa metodologia para outras localidades em Minas Gerais, com o apoio de serviços sociais.
