O volume crescente de transações para casas de apostas durante a Copa do Mundo 2026 levanta preocupações sobre a segurança digital, segundo a Data Rudder. A empresa enfatiza que é vital que as empresas adotem medidas de proteção, especialmente em relação às transações realizadas via PIX.

Transações em Alta

Dados do Banco Central indicam que o PIX corresponde a 54,7% de todas as transações feitas no Brasil no segundo semestre de 2025. Estima-se que os brasileiros movimentem entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões mensalmente em apostas. Um estudo da consultoria GMattos revela que cerca de 15,3% das transações de pessoas físicas para empresas via PIX foram destinadas a plataformas de apostas online no primeiro semestre de 2025.

Importância da Vigilância

Rafaela Helbing, CEO da Data Rudder, argumenta que eventos esportivos de grande porte, como a Copa, requerem atenção especial das empresas. Ela destaca que o aumento repentino nas transações financeiras proporciona um ambiente propício para ações fraudulentas. Com o comportamento do consumidor mudando drasticamente, as empresas precisam estar preparadas para gerenciar picos de apostas e transações.

Reforço de Segurança Necessário

A especialista recomenda que instituições financeiras e empresas implementem protocolos de segurança robustos antes do início da Copa do Mundo 2026. Isso inclui monitoramento em tempo real das transações, análise de comportamento para detectar anomalias, validação rigorosa de identidade e conferência dos pagamentos via PIX.

Preparação Antecipada

Helbing ressalta que durante períodos de alta demanda, fraudes tendem a proliferar devido à falta de preparação das instituições financeiras. Muitas vezes, comportamentos normais de transações podem se tornar alvos de criminosos, que aproveitam a urgência e o aumento do fluxo operacional durante grandes eventos.

Riscos nas Campanhas Promocionais

A CEO também alerta sobre os riscos associados a campanhas promocionais durante a Copa. Bônus e cashback podem ser explorados por fraudadores, que utilizam identidades falsas e cadastros automatizados para obter vantagens indevidas.

Por fim, Helbing conclui que a segurança deve ser integrada à estratégia operacional das empresas, já que o crescimento acelerado nas transações atrai a atenção de criminosos que também se movimentam rapidamente.