O comércio de Minas Gerais com as demais unidades da federação alcançou um marco histórico em 2025. A soma das vendas e compras do estado para outros pontos do país totalizou R$ 1,4 trilhão, valor 7,1% superior ao registrado em 2024. Com o resultado, Minas voltou a fechar o ano no azul e cravou, pelo terceiro ano consecutivo, um superávit recorde de R$ 27,1 bilhões no intercâmbio interestadual.

O saldo positivo foi sustentado pelo avanço simultâneo das duas pontas da balança: as exportações para outros estados cresceram 7,4%, enquanto as importações aumentaram 6,9% na comparação com o ano anterior. O desempenho reforça a posição de Minas como um dos principais polos econômicos do Brasil.

Os dados foram divulgados nesta semana pela Fundação João Pinheiro (FJP), que conduziu o levantamento a partir da base de Notas Fiscais Eletrônicas (NFe) disponibilizada pela Secretaria de Estado de Fazenda (SEF). Além do estudo, a instituição também publicou um painel interativo em seu site para consulta detalhada dos números.

Para o governador Mateus Simões, o resultado traduz o momento da economia mineira. “Este superávit recorde pelo terceiro ano consecutivo evidencia que nosso estado está cada vez mais competitivo e que a nossa economia está cada vez mais pujante”, afirmou. Segundo ele, os números refletem o esforço do governo para atrair investimentos, desenvolvimento e empregos para os mineiros.

No recorte regional, o Sudeste foi o grande parceiro comercial de Minas no período, concentrando 56,1% das exportações e 65,2% das importações do estado.

O que Minas mais vendeu

Os veículos automóveis, suas partes e acessórios lideraram a pauta de exportações em 2025, com participação de 9,6% do valor total e crescimento nominal de 3,2% frente a 2024. São Paulo foi o principal destino desse segmento, absorvendo 30,8% das vendas. Em segundo lugar vieram os produtos farmacêuticos, que dispararam 42,6% no ano e responderam por 8,5% do total, tendo como mercados principais o Espírito Santo (29,9%) e São Paulo (14,8%).

As máquinas e equipamentos mecânicos ocuparam a terceira posição, com fatia de 7% e alta de 10,5%, novamente com São Paulo na liderança da demanda (40,6%). Na sequência, o ferro fundido, ferro e aço foram o quarto principal item, mesmo recuando de 7,5% em 2024 para 6,5% em 2025, com destino sobretudo a São Paulo e Rio de Janeiro. Fechando o grupo dos cinco mais vendidos, as máquinas e equipamentos elétricos cresceram 14% e somaram 5,5% de participação, vendidos principalmente a São Paulo (38,2%) e Rio de Janeiro (9,4%).

O que Minas mais comprou

Na ponta das importações, os veículos automóveis, suas partes e acessórios também lideraram, com 12,6% do valor total. As compras vieram majoritariamente de São Paulo (45,6%), Rio Grande do Sul (11,1%), Paraná (10,8%) e Pernambuco (9,9%).

O segundo item mais importado foram as máquinas e equipamentos mecânicos, com 9,9% de participação, seguidas pelas máquinas e equipamentos elétricos (7,1%), adquiridas principalmente de São Paulo, Santa Catarina, Amazonas e Espírito Santo. Logo depois aparecem os combustíveis minerais (6,3%), comprados sobretudo de São Paulo (48,1%) e Rio de Janeiro (33,2%), e os produtos farmacêuticos (4,7%), originados em grande parte de São Paulo (58,6%).