A China decidiu restringir o comércio com pelo menos dez companhias norte-americanas, em um movimento de retaliação que impacta empresas fundamentais para a criação de uma cadeia de suprimentos de terras raras nos EUA, que busca rivalizar com a infraestrutura já estabelecida por Pequim.

Empresas Afetadas

Entre as empresas afetadas estão a USA Rare Earth, MP Materials e a fabricante de motores de alta tecnologia Aveox. O ministério do Comércio da China anunciou a inclusão dessas entidades na sua "lista de entidades", conforme comunicado emitido nesta segunda-feira (22).

Motivos da Retaliação

A medida foi justificada pela China como uma resposta à inclusão de suas entidades na "Lista de Empresas Militares Chinesas" dos EUA, uma ação que considera "indevida" e que busca proteger a "segurança nacional e os interesses" da China.

Proibições e Consequências

Além disso, o ministério das Finanças da China informou que empresas locais estão proibidas de adquirir produtos de 46 empresas de defesa dos EUA. Essa retaliação ocorre em um contexto em que o Pentágono reavaliou e reincluiu grandes empresas chinesas como Alibaba e BYD em suas listas por motivos de segurança nacional.

Reuniões entre Líderes

Recentemente, o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, se encontraram em Pequim, onde expressaram a intenção de estabelecer uma "relação construtiva de estabilidade estratégica". Novas reuniões estão previstas para setembro, em meio a uma trégua em suas disputas comerciais.

Controles de Exportação e Tensão Comercial

Os novos controles de exportação impostos pela China foram considerados "comedidos e simbólicos" por um executivo norte-americano que pediu anonimato. Contudo, a ampliação da lista de entidades pela China demonstra sua disposição em utilizar o comércio como uma ferramenta de pressão.

Desenvolvimento de Cadeia de Suprimentos

As ações de Pequim em relação às terras raras se intensificaram desde que os EUA implementaram tarifas significativas no passado, alterando o equilíbrio nas negociações comerciais. Desde então, os EUA têm se esforçado para desenvolver sua própria cadeia de suprimentos nesse setor. Um relatório da Câmara de Comércio da UE na China revelou que o uso de controles de exportação pela China quase triplicou nos últimos cinco anos, refletindo um aumento nas tensões comerciais.