Uma casa de reabilitação localizada em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi interditada após denúncias de maus-tratos e irregularidades sanitárias. A ação foi realizada na última quinta-feira (2) pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e Vigilância Sanitária, com o apoio da Polícia Civil e da Polícia Militar.

Condições inadequadas

A instituição, conhecida como Morada do Altíssimo, tinha 13 pessoas internadas no momento da fiscalização. O MPMG revelou que alguns desses pacientes estavam sendo mantidos de forma involuntária, sem qualquer possibilidade de contato com seus familiares, o que gera preocupação em relação aos direitos humanos.

Irregularidades constatadas

Durante a operação, os agentes do MPMG encontraram pacientes que apresentavam sofrimento mental, sendo tratados em um ambiente que não oferecia a estrutura necessária para um atendimento adequado. Diante das condições encontradas, os responsáveis pela casa foram orientados a encaminhar os internos para outras unidades de reabilitação.

Possíveis crimes envolvidos

A promotora de Justiça e coordenadora de Defesa da Saúde do MPMG, Giovanna Carone, destacou que os responsáveis pela casa poderão ser investigados por crimes sérios, como cárcere privado, lesão corporal, tortura e maus-tratos. "Manter uma pessoa involuntariamente em uma instituição destinada ao acolhimento voluntário já é uma violação grave", afirmou a promotora.

Histórico de interdições

Vale lembrar que esta não é a primeira vez que a Morada do Altíssimo enfrenta problemas com a justiça. Em aproximadamente um ano, essa foi a segunda interdição da casa, que já havia sido fechada anteriormente, mas reaberto sob a condição de fiscalização sanitária.

Monitoramento futuro

O MPMG afirmou que continuará monitorando a situação para garantir que a instituição não volte a operar em outro endereço. A equipe da TV Sim Brasil tentou contato com a casa de reabilitação para obter um posicionamento, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.