A Alexandria Tecnologia, startup nascida em Curitiba, está revolucionando a forma como as contas de energia elétrica são percebidas, transformando-as em ativos financeiros. Com previsão de movimentar mais de R$ 430 milhões em receitas em 2026, a empresa visa conectar consumidores, parceiros comerciais e investidores em uma plataforma digital inovadora.

Início e desenvolvimento do projeto

Fundada em 2024 por Alexandre Brandão e Octávio Oliveira, a Alexandria utiliza tecnologia avançada e inteligência de dados para criar uma infraestrutura digital que transforma o pagamento de energia em um ecossistema financeiro escalável. Brandão destaca que a inspiração surgiu da universalidade da conta de energia, um serviço essencial que atinge milhões de consumidores.

Oportunidade de inclusão financeira

Com mais de 90 milhões de unidades consumidoras no Brasil, a Alexandria vê uma chance única de promover inclusão financeira. Muitos brasileiros sem acesso a bancos tradicionais têm energia elétrica, e isso abre portas para novos serviços financeiros. Brandão afirma: "Ninguém vive sem energia elétrica, mas muitos vivem sem conta bancária."

Crescimento baseado em contratos firmados

A startup está otimista quanto ao seu crescimento em 2026, prevendo que a receita transacional ultrapasse R$ 430 milhões, um salto significativo em relação aos R$ 29,8 milhões do primeiro ano. A empresa já possui contratos que estão começando a gerar faturamento, o que torna essa projeção mais realista.

Inteligência artificial e automação

A tecnologia é um pilar fundamental da estratégia da Alexandria. A empresa desenvolveu sistemas de inteligência artificial que automatizam análises e interpretam faturas de energia, permitindo uma operação altamente eficiente. Atualmente, cerca de 92,8% das faturas são processadas sem intervenção humana, gerando entre seis a sete mil contas por dia.

Proteção de dados e rede de parceiros

A Alexandria também utiliza dados de consumo para oferecer produtos financeiros personalizados, assegurando a proteção e privacidade das informações dos consumidores. A startup conta com uma vasta rede de mais de 90 mil consumidores e 51 mil parceiros distribuidores, que ajudam a expandir sua base de clientes de forma rápida e eficiente.

Futuro e IPO no horizonte

A empresa já se prepara para um IPO até 2028, com foco no mercado norte-americano, onde acredita existir mais oportunidades de capital. Para isso, planeja fortalecer sua governança corporativa e suas operações. Brandão conclui que a convergência entre energia, tecnologia e serviços financeiros representa uma nova era de transformação digital.