A morte de uma bebê indígena da etnia Warao, decorrente de grave desnutrição e desidratação, gerou uma mobilização significativa em Betim, na Grande BH. A criança de apenas 1 ano e 4 meses faleceu em 28 de maio, após três dias de internação, e sua morte destacou a precariedade das condições de vida na ocupação Terra Mãe, onde vivem cerca de 70 famílias venezuelanas refugiadas.
Atendimentos de saúde intensificados
Com a tragédia, as equipes de saúde começaram a realizar atendimentos mais frequentes na comunidade. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) acompanha a situação por meio de um procedimento administrativo, focando nas condições sanitárias e nutricionais das famílias. A prefeitura de Betim relatou que a criança chegou ao hospital em estado crítico.
Realidade da comunidade Warao
Camila, a bebê falecida, era filha de indígenas refugiados que se mudaram recentemente para a ocupação, onde vivem em barracos improvisados. A realidade da comunidade já era conhecida por órgãos públicos, com relatos de insegurança alimentar e falta de serviços básicos. A comerciante e voluntária Flávia Gomes enfatiza que a presença das equipes de saúde aumentou após a morte da criança.
Casos de desnutrição em aumento
Flávia Gomes também destacou que não se trata de um caso isolado. Nos últimos dias, outras crianças da comunidade foram internadas, totalizando cinco casos de desnutrição aguda. A situação exige uma resposta rápida e efetiva das autoridades para evitar novas tragédias.
Ações do Ministério Público
Em resposta ao cenário alarmante, a 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde de Betim iniciou um procedimento para monitorar as políticas públicas direcionadas à população Warao. O MPMG pediu à Secretaria Municipal de Saúde informações sobre a cobertura de serviços essenciais, vacinação, e acompanhamento das famílias, além de recomendar ações permanentes de assistência.
Desafios e soluções necessárias
A Secretaria Municipal de Saúde de Betim reconhece as dificuldades em garantir a adesão das famílias aos tratamentos, o que evidencia a necessidade de ações integradas e culturalmente sensíveis. A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais também está envolvida, oferecendo apoio técnico e organizacional.
Além das ações de saúde, a administração municipal está realizando um levantamento das demandas sociais e acompanhando a situação escolar das crianças, garantindo acesso à educação. O compromisso das autoridades é fundamental para melhorar as condições de vida da comunidade Warao e evitar novas fatalidades.
